Paisagem
Cai a tarde nostalgicamente e sobre as águas que parecem deslizarem serenas e tranquilas, as sombras da noite, cobrem a paisagem do lendário rio que continua sua trajetória impecavelmente. A calmaria dá à superfície uma visão de tranquilidade como um lago estagnado. Sinto nessa foto, uma aparência que ilude a pensadora, que solitária, arma da apenas com seu objeto de registrar para sempre o visual, encanta-se e dispara a tecla imprimindo a cena inspiradora.
Observando a foto, penso que no fundo, existe a correnteza e lama remexida por insetos e larvas do mundo aquático, que chafurdam por lá. Penso no meu estado de espírito. Comparo-me à paisagem exuberante, mas triste bem na hora do crepúsculo. Quem me olha, vê meu rosto calmo e sossegado, sem imaginar o tumulto que move meu ser inquieto. Muitas preocupações financeiras, recordações tristes, angustias e amarguras corroendo minha alma, me reduz ao caldo de cultura dos pequenos seres do fundo e da margem lamacenta do rio.

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