“Um país sem documentários é como uma família sem álbum de fotografias” Patrício Guzmán
Na última tarde de sábado (25/06/2016) estivemos no Espaço das Artes Carlos Guedes, em Jacareí, na Rua São Jerônimo, 311, para um dedinho de prosa com Tatiana Baruel, pesquisadora voraz, cineasta e escritora, idealizadora do projeto Casa de Causos, fruto dum processo que se inicia em 2007 com o livro: O Que se Conta Daqui… de Baruel e Érica Turci, que mistura fatos verídicos e ficção acerca da velha Jacarehy e região, através de personalidades históricas como Bartolomeu Fernandes de Faria, e de seres sobrenaturais como o Saci e o Corpo Seco. Seguindo a mesma linha a autora lança o Encantos e Malassombras de Jacarehy, 2011, em parceria com Turci, Maristela Lemes e Elton Rivas.
A série Casa de Causos é beneficiada pela Lei de Incentivo à Cultura de Jacareí (LIC). Estreou em maio, no youtube e é a primeira série dedicada aos contadores de histórias do Vale do Paraíba. Produzida por um grupo de profissionais de Audiovisual o projeto apresenta todas às quartas-feiras um novo episódio com entrevistados de Jacareí, Santa Branca e Paraibuna. O brilhante conjunto de profissionais: Tatiana Baruel (diretora e roteirista), Wagner Rodrigo (produtor executivo e montador), Tainã Moreno (diretor de fotografia), Gláucia Veloso (cinegrafista), Dannyel Leite (assistente de direção e designer gráfico), Thiago Vinícius (operador de áudio), Fernanda Cordeiro e Ivani Mello (produtoras), Érica Turci (pesquisadora), Alê Freitas, Mateus Guimarães e Braz da Viola, (trilha sonora) e Ricardo Veríssimo (assessoria de Imprensa) fazem da mini-séria, um produto com alta qualidade e de impresimdível importância para o registro e valorização da memória e preservação do imaginário popular do Vale. A mini-série Casa de Causos poderá ser assistida no Youtube, no Facebook, na TV Câmara de Jacareí e na TV Câmara de São José dos Campos. Por isso, não tem desculpas! Acesse o site e assista a um causo.
Casa de Causos – Luís Felipe, amigo e Thiago Vinícius
O trigésimo primeiro Festivale teve como tema: Teatro e Democracia, por quê? Para abrir uma canal de diálogos e reflexões sobre estas temáticas, o que se mostrou extremamente pontual e necessário, principalmente diante do atual golpe a Democracia, em detrimento do povo. Ambos sistemas surgiram na Grécia Antiga e foram cruciais para o desenvolvimento organizacional das sociedades e na fundamentação das artes cênicas. Esta edição do festival foi composta por 30 espetáculos de teatro, com o objetivo costumeiro de proporcionar uma amostra panorâmica das produções nacionais e reginais, entre convidados e selecionados por meio de edital, além das palestras, oficinas, exposição, entre outras atividades espelhada nos palcos, ruas e praças do município de São José dos Campos. E seria um despautério a ausência do Grupo/Instituto Pombas Urbanas neste Festival/Manifesto. O espetáculo "Era Uma Vez Um Rei", adaptado de Oscar Castro pelo Pombas, na manhã do domingo, 4/9, além ...
No último dia 23 de outubro, domingo, aconteceu no CAC (centro de artes cênicas) Walmor Chagas, a 4° edição da noite dos palhaços. o evento, idealizado pela atriz Naira Sampaio e o ator Guilherme Venâncio, tem o objetivo de promover um encontro reflexivo de modo a incentivar a palhaçaria em São José dos Campos. há dois anos a dupla realiza este encontro, que cada vez mais tem atraído palhaços de diversas regiões do estado. esta edição, especialmente, compôs a programação do cac, viabilizada através do edital território das artes, do proac. Os jurados, ou colaboradores deste ano foram: Dani Majzoub, Adriano Laureano (Zaca) e Luciano Draetta. Dentre os premiados destacou-se: Priscila Senegalho, “Melhor Plahaça”; Erick Rodrigues, “Melhor Palhaço” e o “Grande Prêmio Pilim de Palhaçaria” foi para ninguém menos que Alair Condal (o próprio Pilim). As cenas apresentadas nesta 4° edição da Noite dos Palhaços, foram: Cena do espetáculo “Nada Original”, da Le Jumeaux – Com Allex C...
O meu vizinho, Seo Gilherme, morreu hoje. Quer dizer... Foi enterrado. Ele já tinha morrido há muito, desde que deixou de produzir. Aí é que está o que se considera morte no homem, a improdutividade. Mas, agora foi oficializado. Foi falência, ou seja: faliu. Todos os seus órgãos deixaram de funcionar, um após outro. E ele morreu. Já não gozava o doce da vida. Talvez porque tinha diabetes e não podia com doce. Veja: o doce lhe era prejudicial! A gente, quando não prova mais do doce da vida, vai ficando doente, meio-amargo. Diz que ele tava chato mesmo, xingando todo mundo. Um marrento. Mas que sofria. Tinha muitas dores, uma pior que a outra. A morte lhe veio para recompensar as dores e todas as noites mal-dormidas. Antes seu coração estava inchado, parecia até que estava lhe apertando os pulmões. Sim, também não respirava direito, além disso, fumava. Aprendeu a fumar quando era novo e fumou enquanto teve vida. Mas o que o levou ao hospital foi um febrão, acharam até que ...
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