uma mulher em métrica e rima
rompo o contrato
pois meu recato
não me detém
Se minha prosa
não é tão bossa
por mais possa
passo a ninguém
Se tanto espero
e ele me deixa
em minha deixa
prefiro o seu
Repouso ao peito
relembro o leito
e em seu despeito
desperto eu
Mas se me pega
e depois me esfrega
me rego toda
o quanto quiser
Se me agarra
se me escarra
a minha farra
ele todo é
Espalho os fatos
remendo os trapos
se meus regalos
ele mantém
Se minha sanha
é assim tamanha
até minha manha
ele
sustém
Se tanto prezo
e eu que sou presa
em suas presas
desprezo eu
Repriso os feitos
relembro os eixos
e o desfecho
entrego a Deus
Mas se me invade
por caridade
me entrego à-toa
se me vier
Se me repara
se me dispara
a minha casa
ele todo é

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