descompasso

Dou a flor que colho a liberdade de murchar.

Dou a quem amo a liberdade de amar.

Dou a criança a liberdade de crescer e ao velho, a liberdade de cansar.

Dou ao céu a liberdade de cair e ao chão, a liberdade de voar.

Dou ao Sol a liberdade de morrer atrás do monte e de nascer quando quiser.

Dou a ti, Mundo, a liberdade de me acusar, de me julgar, de me condenar. E tu, em tua vez, por que me arrancas cruelmente aquilo que mais prezo?

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